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O desafio das empresas
Rosane Schereschewsky
Ao ler que o Sistema Jornal do Commercio lançou a segunda edição do Prêmio Cidadania S/A, aproveitei para fazer um balanço informal do papel que as empresas que operam em Pernambuco desempenham sobre a Responsabilidade Social. É claro que esse “balanço” é feito por quem está do outro lado do balcão, ou seja, por uma entidade não-governamental que depende, acima de tudo, de parceria com o setor privado. O segmento empresarial tem recebido, nos últimos anos, informações maciças e maçantes sobre o quão importante é investir em Responsabilidade Social nos tempos de hoje. E o quanto isso é fundamental ao seu negócio. Geralmente, esse material é jogado para os executivos dentro de jargões e conceitos que, antes de ajudar, acabam mesmo por confundir a cabeça do empresário, já tão aflita com a carga de tributos e oscilações de mercado. No entanto, é importante notar que, em meio ao turbilhão da demanda por apoios a projetos sociais, surgem gestões executivas voltadas para simplificar e objetivar essas questões. São empresas que já colocaram um pé na modernidade e superaram o discurso da Responsabilidade Social como uma mera política de distribuição de recursos sem critérios, da filantropia social, da utilização de projetos sociais em suas propagandas institucionais e em peças de marketing corporativo. Podemos dizer que os investidores sociais são empresários que fazem a diferença, que se lançam em parcerias, seja ou não com o terceiro setor, com objetivo definido de modificar a realidade social. São executivos que estão aí, ajudando a gerir melhorias para a sociedade, ao mesmo tempo que dotam seus negócios de valores éticos e de transparência, devolvendo, à sociedade, o lucro em forma de confiança em um mundo melhor. A rede social de empresas está cada vez mais forte em todo o País e aqui no Estado não poderia ser diferente. Como parte da Associação Junior Achievement, vemos no conjunto de nossos mantenedores um empenho em unir recursos e empregados em torno dessas mudanças. O projeto é simples e direto: despertar o espírito empreendedor nos jovens ainda na escola. Vamos às salas de aula formar alunos da 5ª série fundamental ao 2º ano do Ensino Médio, capacitá-los para serem empreendedores. Isso pode ser resumido no fato de, em menos de quatro anos, termos treinado mais de 19 mil jovens, envolvido mais de 1.000 voluntários e ido a mais de 35 escolas. Aqui em Pernambuco, fazem a diferença as empresas pernambucanas: Aspa, ABA, Baterias Moura, Celpe, Grupo TCI, Elógica, Laboratórios Hebron, CDL Recife, Sindilojas, Fiepe. Além das empresas nacionais que estão no Estado: Tim Nordeste, Gerdau, Oi, Lojas Renner. Esperamos ver, na segunda edição do Prêmio Cidadania S/A, o surgimento de muito mais empresas voltadas para a transformação qualitativa de nossa sociedade. As empresas, unidas, têm muito a contribuir e fazer a diferença. » Rosane Schereschewsky - Gerente Executiva da Junior Achievement Pernambuco
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